-OH...
Todos deveriam ficar encantados... mas não foi assim, se não fosse meu “branco total” no exato instante. Numa fração de segundos veio toda a avalanche de informações que antecederam a pesquisa do Projeto Genoma Humano e era desleal ignorar para os demais minhas observações sobre a jornada comprimida de informações processadas. Falar do assunto e ocultar a primeiras pesquisas sobre hereditariedade iniciado por Mendel em 1866, o primeiro documento sobre bioética em 1900 na Alemanha e suas irresponsáveis experimentações com crianças 30 anos depois e o holocausto na Segunda Grande Guerra, a criação da Declaração Universal dos Direitos Humanos em 1948 e a Convenção Americana de Direitos Humanos de 1969 (Pacto de San José da Costa Rica), a violação da Declaração em nome da ciência apresentado em casos que os tais chocaram a opinião pública americana no Relatorio Belmont em 1978, a criação do termo “bioética” pelo Professor Van Rensselaer Potter em 1970, a descoberta da estrutura do DNA em 1953 e suas conseqüências na área da biologia nuclear, a Conferência do Monte Asilomar, nos EUA, em 1975 sobre o DNA recombinante que viria a ser os famosos transgênicos e suas habilidades de manipulação genetica para ter um vegetral com potencial anti-pragas alavancando os recordes das balanças comerciais e suprindo uma “possível escassez de alimentos” global no futuro, a dissecação de vários DNAs de bactérias, insetos, vegetais, pequenos roedores, gatos, cães, macacos e o do próprio ser humano no PROJETO GENOMA HUMANO em 1990 e suas conseqüências posteriores como terapia genética e pesquisas sobre celula troco embrionaria anos depois. O surgimento do primeiro animal clonado: a ovelha Dolly. O ponto de vista de Albert Einstein sobre a necessidade da biodiversidade para o equilíbrio da vida social no planeta terra. Como poder resumir todo esse contexto e questionar onde estará o principio do respeito à vida humana, o principio da beneficência, o respeito à individualidade e sociabilidade dentro de uma sociedade que fica admirada com o outdoor novo em cada esquina, comprando frutas com tamanhos nunca antes vistos e se extasiando com a escolha do que já fora pré-determinado em um laboratório?
Com tanto corre-corre, pega-pega do dia-a-dia propagando uma ausência de tempo infinita do momento faz com que as coisas fiquem com o aspecto de “ta tudo tao diferente, antes não era assim...”, mas isso é onde chegamos ao ponto de vista viciado. As coisas sempre tiveram um principio, um meio e uma continuidade. Porque hoje não tem? Se os valores éticos da vida fora ultrapassado pelos valores complexos das novas condições acomodadas de “pegue na prateleira sua opção pronta e pratica” para fazer sua vida mais simples e feliz, Albert Einstein disse uma vez “A felicidade não se resume na ausência de problemas, mas sim na sua capacidade de lidar com eles”. Estamos viciados em soluções.
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