um supermercado. com suas pratereiras longas e sortidas. eu caminhava pela sua arrumação com diversos produtos para saciar as mais variadas necessidades que pudesse ter para quem quer que fosse. estava sem pressa, pois a refrigeração, as luzes, o silencio dos pensamentos dos donos das vozes, as cores e odores me aqueitava. sossego e sem a pressão do empurra-empurra deparei-me com uma questão: ninguem nunca me falou nisso "vá trabalhar pra que você possa ter as chances de conseguir um bom salario na consequencia do oficio" ou "você levará mais tempo trabalhando no que não quer para que possa ter querer ter o que quer". e nesse conflituoso paradigma de opção ficamos dentro dos supermercados escolhendo mais que exercitando.pois nessa de encher o carrinho vi que escolher nada mais é que o recheio entre ter que entrar e sair no supermercado. temos nosso próprio tempo e nunca queremos ser oportunado, deixamos de querer socialmente para que nos queiram individualmente.
uma mulher grita sem motivo aparente e todos olham assustados... o instante me alerta para voltar a temperatura de onde eu nao deveria ter saido.
(releitura de postagem anterior de 07/12/08)
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