O som da chuva que cai no telhado e das gotas ao chão veem trazendo lembranças de outro instante vivido. Gostoso, confortável e seguro. Os olhos se abrirem e percebe-se que é outro ambiente, outro tempo. Outro momento? Outro lugar? Outro antes e depois? Outro cenário, porem, intocável. Vários acessos simultâneos de lugares e significados mistos. A certeza de abrir os olhos e sentir outro lugar e para notar o conforto de lembrar que é bom estar aqui e acolá. Gostoso é perceber as renovações ao ir, sentir e deixar criar. Seguro fazer o momento com os objetos trazidos no acesso assim como trasportar-se pelo portal. O acesso será sempre o motivo para poder adentrar, sentir, compreender e retornar para recompor os momentos seguintes. Reconstruir sempre e exibir como novo pois realmente é e será novo. Uma novidade. Novidade de mistura recicladas, renovadas. Revividas. Um balneário de peças para serem reposicionadas e compartilhada. Se na natureza tudo se transforma, então vivemos cada um com a renovação compartilhada. Cada instante não passa de um ato de renovar e gozar da reconstrução para todos e tudo que lhe cerca. Toda novidade é uma introspecção exposta como uma novidade. E padecemos pelo fato de não aceitarmos essa regra do tempo na nossa orbe racional. Taxamos limites singulares dentro de um espaço plural pelo instante de serem insensíveis em compreender e passar pelo acesso.
Simplificação de um despertar consciente e controlar-se no inconsciente. Numa manha de chuva, apenas aceitando o momento e respirando.
3 comentários:
Foi longe... gostei muito.
Preciso atravessar este portal. Belo texto.
acessar é muito fácil. difícil é perceber e aceita-lo.
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